Eu gostaria que o prefeito Barjas Negri (PSDB), vereadores e funcionários de “cargos de confiança” da prefeitura utilizassem apenas o sistema de transporte coletivo por um mês e com um salário mínimo. Não é exigir muito, pois isso é realidade pra muita gente, os quais conseguem sobreviver com os percalços diários de utilizar os ônibus urbanos da cidade. O problema do transporte público não é exclusivo de Piracicaba, mas com um governo super popular e bem avaliado devido às obras ditas "sociais", o mesmo empenho não foi verificado nessa questão em 7 anos de governo Barjas Negri. Lógicamente a prefeitura sempre mostra números que mostram um aumento aqui e outro ali de “investimentos” no setor ou que o preço da passagem não sobe há tantos meses. Na prática e no dia a dia dos usuários nada disso é percebido e o que se vê realmente é que o sistema que já era ruim continua ruim e em alguns casos consegue piorar. A insatisfação gera reclamações gerais dos usuários. Eu, por exemplo, constato isso toda vez que tenho que ir de ônibus para a escola onde trabalho. As principais deficiências do transporte público piracicabano são: - superlotação dos ônibus nos horários de pico, sendo que alguns ficam muito cheios mesmo fora desses horários;
- superlotação também nos terminais, principalmente no central, e falta de orientação e fiscalização principalmente na questão das filas de embarque;
- horários e linhas mal feitos, onde ônibus que saem para destinos parecidos costumam sair quase no mesmo horário dos terminais;
- tempo longo de espera em pontos de ônibus e demora no trajeto de algumas linhas devido também ao mau planejamento de horários e linhas;
- alto valor das passagens, onde custam R$ 2,45 no cartão TIP e R$ 2,80 sem o cartão ou passe.
A prefeitura esta em um impasse na questão do transporte, pois a licitação para uma ou várias empresas adquirirem esse serviço essencial está se arrastando na justiça. Assim também como pretende privatizar os terminais de ônibus, o que demonstra certa incompetência administrativa na gerencia destes. O que se teme com essa privatização é o aumento ainda maior no valor das passagens e incerteza sobre a qualidade do serviço prestado. Como se vê, a falta de planejamento e prioridade na área do transporte público por parte da prefeitura piracicabana demonstra que é mais fácil focar em grandes obras, que atendem prioritariamente o transporte individual. É dever do poder público pensar e agir em prol do interesse público como um todo, principalmente nessa área que a maioria depende do transporte coletivo. Formular políticas não somente voltadas a fazer fluir o trânsito para carros, mas para transporte alternativo, como por exemplo, ciclovias. Nesse caso, as únicas existentes são para lazer e estão localizadas em parques ou lugares com pouco movimento. Há tantos projetos para fazer pontes, alargar e abrir avenidas, mas nunca há nada nestes que procurem dar prioridade a mobilidade dos ônibus, como faixas exclusivas. Por exemplo, estão construindo uma nova avenida sobre os trilhos de uma antiga linha férrea que cortava a cidade, mas garanto que em pouco tempo a mesma estará entupida de carros e os ônibus no meio destes parados juntos. Por que não elaborar em um projeto desses uma linha só para o transporte coletivo? Isso sim seria elaborar políticas à longo prazo e pensar a cidade no futuro. Melhorar o transporte coletivo e dar prioridade no trânsito a este é essencial, inclusive, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Infelizmente esses fatos sobre o transporte público não parecem ser algo urgente para a classe política piracicabana, pois eles não o utilizam e muito menos a classe social a que pertencem na sociedade. Por isso reitero minha proposta inicial desse texto, pois quem sabe depois de sentir na pele a opinião destes não mude e vejam que isso é algo prioritário para a qualidade de vida dos cidadãos, principalmente dos trabalhadores.
PS: O titulo desse texto é em alusão ao famoso termo “Caos Aéreo” cunhado pela imprensa elitista brasileira, pois se estes acham que vôos atrasados caracterizam caos, então demonstram que não tem noção da realidade. Só agora parecem ter acordado e de vez em quando fazem uma reportagem sobre o verdadeiro caos que muito mais pessoas passam todos os dias nas superlotações de ônibus, trens e metrôs pelo país.











A campanha tucana atingiu o grau máximo de mediocridade, devido à falsidade e desfaçatez do candidato José Serra e seu maior cabo eleitoral nessa reta final: a TV Globo. Juntos, armaram uma das coisas mais ridículas já vista em campanhas eleitorais, que foi a suposta agressão à Serra em uma passeata no Rio de Janeiro. O intuito é claro, mostrar o PT como “violento” e “agressor” e Serra como “vítima”. A Globo, que nessa reta final de campanha está manipulando descaradamente as inserções de Serra nos jornais, fez uma típica reporcagem, mostrando que Serra foi “agredido” por algum “objeto transparente”, mas sólido e que o candidato passou mal e foi levado ao hospital fazer tomografia e o médico(aliado dele no RJ) lhe deu 24 horas de repouso. Pois bem, não durou muito e a farsa foi descoberta pela reportagem do SBT Todo o alarde feito sobre a tal agressão, foi na verdade uma bolinha de papel. Logo esse caso caiu no ridículo e na internet foi devidamente esculhambada essa farsa e mostrou como Serra é mentiroso e dissimulado. Aliás, o Lula fez uma comparação ótima sobre o teatrinho do Serra, o comparando ao goleiro Rojas, do Chile, que fingiu ter sido atingido por um rojão aqui no Brasil.
A radicalização tomou conta da campanha presidencial, mas a apelação maior e mais suja está na campanha de Serra. Seus marqueteiros colocaram o aborto e a questão religiosa no centro do “debate”, pois aquela propaganda ridícula mostrando um parto foi para explorar o tema para tentar colar em Dilma a pecha de “abortista”. Para ajudar mais ainda a campanha tucana, eles contam com o apoio da grande imprensa (PIG), especialmente o lixo do jornalismo brasileiro, a “revista” Veja, que até deu capa com declarações de Dilma sobre o assunto para fazer coro às acusações do PSDB. Ora, eles sabem que a população é conservadora em relação à religião e assumir posições firmes sobre temas ligados a isso pode resultar em uma derrota expressiva. Aliás, foi isso que ocorreu quando Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição porque teria dito que era ateu (o que é ridículo). Mas depois, ele teve que dizer o contrário e assim acabou sendo eleito (infelizmente).



