7.11.11

A seletividade (censura) do Jornal de Piracicaba em relação as críticas ao prefeito Barjas Negri

A liberdade de expressão, tão defendida falsamente pelos grandes meios de comunicação no Brasil, não é levada a sério por estes. Na chamada “grande imprensa”, leia-se Globo, Veja, Estadão e Folha principalmente, percebe-se que a manifestação pública dos seus leitores é selecionada e dirigida de acordo com a ideologia e simpatia política por alguns partidos e políticos. Lógicamente que para conseguir espaço para manifestar sua opinião nas publicações desses grupos mafio-midiáticos, a tendência é sempre ser pautado por estes com base no preconceito e conservadorismo. Nos jornais impressos, a seção dos leitores é o maior exemplo do cerceamento que a imprensa faz contra aqueles que saem do senso comum imposto por eles. Esse senso comum é aquele anti-esquerda, anti-trabalhista, anti-movimentos sociais e no campo político sempre contra somente um partido político (PT), um só governo (federal) e um só político (Lula). Se você sair desse senso comum, muito provavelmente, não terá espaço para manifestar sua opinião na grande imprensa, com raras exceções. Se não acredita é só dar uma olhada na seção dos leitores do jornal Estadão e pior ainda na revista (esgoto do jornalismo brasileiro) Veja.
Nas imprensas regionais, às vezes, esse cerceamento é pior ainda, pois muitas são de propriedade dos políticos locais ou tem relações muito amistosas e lucrativas com os mesmos. Aqui em Piracicaba, sempre achei que havia certo tendencionismo, principalmente com o atual governo Barjas Negri (PSDB), mas sempre relevei isso, pois minhas manifestações críticas sempre foram, até agora, publicadas pelo maior jornal da cidade, o Jornal de Piracicaba (JP). O jornal A Tribuna, também nunca me cerceou e sempre publicou artigos, aonde alguns chegaram a gerar certa discussão com a assessoria da secretaria da educação do estado de São Paulo. Infelizmente, o Jornal de Piracicaba, dessa vez resolveu não publicar uma carta minha crítica ao excesso de bajulação e quase nenhuma crítica por parte dos leitores do jornal em relação à prefeitura.
Aqui está a carta censurada pelo jornal:

Idolatria Política II
Há algum tempo atrás escrevi que a idolatria política é perigosa por fazer crer para os ingênuos que os políticos “idolatrados” são totalmente ilibados. A manifestação das pessoas é totalmente democrática sobre isso, mas tenho que admitir que atingiu níveis insuportáveis de bajulação e “puxa-saquismo” por parte de alguns aqui em relação ao prefeito Barjas Negri. É “muito obrigado” por asfaltar rua “x”, por fazer viaduto e alguns até pedem perdão (vejam só!) por ter feito críticas anteriormente. É o fenômeno populista piracicabano que denominei de “barjismo”, onde o mesmo está virando quase santo. A memória de muitas pessoas é seletiva ou é curta demais pra lembrar de alguns escândalos que envolveram o nome do prefeito nacionalmente e que até hoje só houve respostas evasivas. Percebe-se também que a maioria dos “agradecimentos” são por obras relacionadas ao trânsito que privilegia sempre o transporte individual e não percebem que tudo isso não tem que ser feito por bondade, mas por obrigação. Outra coisa tem que ser levado em conta é que tudo se trata de política, onde partidos e políticos se preocupam na sua perpetuação no poder e retorno de suas ações em votos antes de tudo. Cidadãos que reclamam de assuntos de interesse público da maioria como melhoria no transporte coletivo e na saúde pública demonstram que aqui não é essa maravilha que os “barjistas” alardeiam. Exemplo é o embate entre o secretário de saúde e uma estudante usuária dos PSs. Como escrevi em outra carta aqui no JP, nesses temas como saúde e transporte coletivo, a discordância é evidente, pois prefeito, secretários e vereadores não usam esses serviços. Só recebem dados e os usam para tentar maquiar algo que para a maioria sabe que estão fora da realidade daquilo que presenciam no dia a dia. Anteriormente já havia feito propostas aos mesmos para utilizar o transporte público por um tempo para ver se mudam algo e agora estendo a proposta a todos serviços públicos essenciais.


Antes, o JP também não havia publicado outra carta na qual eu criticava a postura política da imprensa em geral. Mas ai até entendi o sentimento de classe que eles devem ter em relação aos colegas da imprensa. Agora não, a carta não contém nenhuma ofensa pessoal e assim como todas as cartas bajuladoras que eles publicam as críticas também deveriam ser. A carta ainda tinha o aval da diretora de redação do jornal, que havia garantido que a carta seria publicada, mas passou mais de um mês e nada. Não é “esquecimento” ou coincidência, pois se olhar as manchetes das capas do JP, verá que a maioria é propaganda positiva para a prefeitura, quem sabe, colher os frutos nas eleições do ano que vem. Isso tudo demonstra que a liberdade de expressão é relativa para a imprensa e no caso do JP, é uma vergonha que tenha que fazer isso. Ainda mais que o atual governo Barjas goza de uma alta popularidade que quase é inatingível, ou seja, uma simples carta não iria abalar isso. É fato que a imprensa tem lado e não é imparcial como a mesma sempre prega. O JP tem lado e parece disposto a selecionar muito bem as críticas a atual administração, para que o projeto político do atual prefeito siga adiante e garanta mais 4 anos para o partido que não só o JP, mas a grande imprensa em geral, mais se identifica e milita ao lado. Só a internet mesmo para furar essa censura praticada por parte da imprensa brasileira.

Share/Bookmark

2 comentários:

Anônimo disse...

Betão, só tenho uma coisa pra te falar cara: "Você é o cara!!!!". Concordo com tudo que disse!!!!
Valeu, Alemão (Giuliano Maestro)

Beto - J.H. Venturini disse...

Valeu Giuliano!!!!!! Obrigado por ler e comentar aqui no blog. Só agora depois dessa pequena repercussão na net, o JP disse q vai publicar hj a minha carta, pois disse q houve um "erro" !!! Não me enganem q eu não gosto né? Todo mundo percebe a parcialidade do JP em relação à prefeitura.