O jornalista Heródoto Barbeiro, que vinha apresentando o programa da TV Cultura Roda Viva desde 2009, foi afastado depois que ele questionou duramente José Serra sobre os pedágios. O vídeo abaixo mostra esse episódio e de como todo jornalista deveria entrevistar políticos tucanos:
Vejam a truculência, estupidez e autoritarismo de Serra nas suas respostas ao jornalista. Aliás, devolve a pergunta ao entrevistador, bem no estilo Maluf, para tergiversar sobre o assunto. Em outro vídeo ele teve atitude semelhante quando foi também questionado sobre os pedágios por um jornalista. Ele tentou, como sempre faz, dizer que era coisa do “trololó petista”, pois sempre que é questionado sobre algo incômodo ele sai com esta. O ex-(des)governador mentiu sobre os pedágios da rodovia Ayrton Senna, pois disse que o preço caiu pela metade, mas não disse que a cobrança dobrou cobrando na ida e na volta e assim o preço continua o mesmo, mas só aumentou as praças de pedágio. Aliás, os pedágios paulistas são uma vergonha de tão caros que são, os quais oneram todos os cidadãos do estado. Não é a toa que Serra recebeu apropriadamente o apelido de Zé Pedágio. Lógico, no mundo do Serra e da grande imprensa (PIG) o pedágio não é caro e abusivo, nós que sentimos no bolso a cada viagem que fazemos ou produto que consumimos no estado, estamos errados, pois é tudo coisa do PT. Essa sandice deve ser porque Serra e os barões da mídia só andam de helicóptero. Mas os pedágios abusivos será assunto de outro texto. Agora foi lançado o Pedagiômetro. Pra quem não sabe a TV Cultura sofre interferência direta do tucanato paulista, pois é mantida pelo governo do estado de São Paulo. Depois que Serra assumiu o governo estadual, a pressão e a censura a qualquer voz discordante aos jornalistas da emissora aumentaram e aqueles que o ex-(des)governador não tinha simpatia foram anulados, afastados de suas funções ou demitidos. O jornalista Luís Nassif é um exemplo, pois foi mandado embora no começo do ano passado por divergências e opiniões que nunca agradaram Serra. Agora foi a vez de Heródoto Barbeiro, pois Serra sempre o tachou de “petista” e já havia sido afastado do Jornal da Cultura. Depois dessas perguntas, foi a gota d´ água para Heródoto sair do programa e dar lugar à ninguém menos que Marília Gabriela. Serra é tão autoritário que persegue não só jornalistas, mas qualquer um que o contrarie, como foi o caso do maestro John Neschling, que regia a Osesp. Depois de uma desavença entre Serra e o maestro, Zé Pedágio mandou FHC rescindir o contrato com Neschling. Serra também é conhecido por pedir a cabeça de jornalistas que façam reportagens contra seus governos e onde pode mexer, ele articula para beneficiar tanto grupos midiáticos quanto alguns “jornalistas” que ele gosta. O PIG já é seu cabo eleitoral faz tempo e segue a risca o manual de conduta exigido por Serra, que é o de não questioná-lo e não criticá-lo. Um exemplo de um típico jornalista que Serra gosta é esse da foto abaixo.
Esse é o leão de chácara do Serra no PIG e na internet, o qual é conhecido como Reinaldo Azevedo, ou melhor, Esgoto Azevedo. Ele milita no panfleto político-partidário-ideológico chamado revista Veja. Atua como cabo-eleitoral não só do Zé Pedágio, mas como do seu partido e é o guru da extrema-direita no Brasil atualmente. Serra já tentou retribuir o “serviço” prestado pelo Esgoto, pois queria que o mesmo tivesse um programa na TV Cultura e forçou várias vezes o programa Roda Viva para aceita-lo na banca do programa. Ainda não deu certo, mas depois de trocar Heródoto Barbeiro por Marília Gabriela não vai ser surpresa colocar um Esgoto para bajular e defender o chefe. Portanto, Serra é o verdadeiro perigo a liberdade de expressão e imprensa no país, pois se eleito irá fazer o expurgo dos poucos jornalistas sérios que sobraram e censurar a imprensa independente.◦
O candidato tucano José Serra agora esta tentando já causar incidentes diplomáticos desnecessários com a acusação estapafúrdia de que o governo boliviano é conivente com o tráfico de drogas. A sorte dele é que a grande imprensa brasileira, ou melhor, o PIG esta trabalhando a todo vapor na sua campanha eleitoral. Para isso, além das costumeiras manipulações e ausências de críticas ao candidato tucano, eles se especializaram em tentar reverberar ao máximo as suas declarações para manter na pauta do dia. Foi só ele acusar o governo da Bolívia - que é governado pelo segundo presidente mais odiado pelo PIG , o Evo Morales – que já o apoiaram e começaram ilações delirantes sobre isso. O pior é que Serra elogiou a Colômbia no combate as drogas, mostrando que o candidato está disposto a organizar uma frente de direita e novamente subserviente aos EUA no continente. O ex-desgovernador de São Paulo se esquece que mais de 80% da cocaína consumida no mundo vêm da Colômbia e que a parceria com os EUA para combater as drogas não teve nenhuma eficácia. Aliás, o Plano Colômbia é cortina de fumaça para interesses maiores dos EUA que estão se concretizando ao implantar de vez bases militares no país. Usam a justificativa mentirosa de que irão combater o narcotráfico e as guerrilhas, mas isso não ocorreu depois de bilhões de dólares despejados esses anos com o fracassado Plano Colômbia. A política de war on drugs que vem desde o presidente Reagan é uma política de intervenção interna e política nos países associados. O presidente colombiano, Álvaro Uribe, tem ligações antigas com os paramilitares e narcotraficantes, inclusive foi revelado que o irmão dele esta envolvido até hoje com isso. Vale lembrar que boa parte da base de governo de Uribe é ligada ao narcotráfico internacional e que não é só as Farc que atuam nesse ramo. E o PIG faz vista grossa pra isso e tenta jogar a pecha de traficante a Evo Morales, devido a ele ser considerado cocalero, que é tradicional na Bolívia. José Serra é hipócrita e a imprensa mais sem-vergonha ainda em não mostrar que aqui no estado de São Paulo o tráfico de drogas está ligado pela corrupção dos departamentos policiais paulistas. Alguém se lembra do milionário traficante colombiano Abadia preso pela polícia federal? Ele revelou parte dessa corrupção com o Denarc e mostra como que Serra e seu partido não levam a sério esse tema. Faz 16 anos que estão no poder no estado e agora vem falar até de criar um tal “ministério da segurança”? Muita cara de pau desses tucanos, pois além de tudo são incompetentes como na vez que anunciaram o fim do PCC e pouco depois o grupo criminoso perpetrou terror no estado todo. O telhado dos tucanos no estado já está quebrado faz tempo e estão tendo que procurar outros temas para o PIG transformar em novos factóides e fazer a pauta do dia pra eles. Abaixo reproduzo um vídeo sobre a incoerência da propaganda enganosa e mentirosa de José Serra.
Após o ataque terrorista do governo fascista-sionista de Israel contra a flotilha de ativistas, a guerra de informações e contra-informações começou. A começar pelo número de ativistas assassinados, pois Israel diz que foram 9 e os ativistas dizem que foi pelo menos o dobro disso. O governo israelense tentou manipular a opinião pública mundial divulgando imagens de alguns ativistas recebendo os soldados israelenses com bastões de ferro e até facas. Ora, como esperavam que fossem recebidos soldados fortemente armados que estavam invadindo os barcos, sendo que estes estavam ainda em águas internacionais? Com abraços e flores? Na verdade a atitude dos ativistas foi de reação, mas não se compara bastões e algumas facas com metralhadoras de última geração. Não se pode, com base nisso, dizer que a flotilha estava “armada” e assassinar dezenas de pessoas e ainda tacha-los de terroristas. Pois bem, o episódio trágico rendeu críticas inéditas da imprensa israelense, a qual geralmente apóia o governo nas ações militares. Mas nem toda mídia israelense aderiu a isso lógicamente, mas alguns extrapolaram e satirizaram o episódio. É o caso do site de humor israelense Latma TV, o mesmo que fez outro vídeo tirando sarro do presidente Lula sobre o acordo nuclear com o Irã. O vídeo pode ser visto abaixo e mostra para aqueles que acharam que o Lula “pagou mico” em Israel, a verdadeira face truculenta, autoritária e desrespeitosa dos tais “humoristas”.
O video ainda foi despachado pelo próprio gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para uma lista de jornalistas. Mais tarde, foi revelado pelo jornal norte-americano The New York Times que o site é comandado por Caroline Glick. Ela já foi consultora do premiê Netanyahu e serviu por 5 anos nas forças de defesa de Israel, ou seja, é um site para reverberar e apoiar estritamente todas as ações do governo israelense através de um humor preconceituoso e racista. É quase que um humor oficial, pois no vídeo eles mostram as tais imagens que o governo israelense tentou justificar o injustificável. Vale lembrar que dentre os ativistas pelo fim do bloqueio a Gaza há personalidades como a ganhadora do prêmio Nobel da Paz , Mairead Maguire e a ativista judia, Hedy Epstein. A primeira estava no navio irlandês chamado Rachel Corrie, que não pôde acompanhar a flotilha atacada por problemas mecânicos. O nome desse navio é em homenagem a norte-americana Rachel Corrie, de 23 anos, que foi morta em 2003 em Gaza ao tentar impedir uma escavadeira israelense de destruir a casa de uma palestina. Já a ativista judia, tem 85 anos e fugiu da Alemanha Nazista, mas seus pais morreram em Auschwitz. Ela é a favor da causa palestina e pretende embarcar em outro barco para tentar chegar a Gaza. A entrevista dela à BBC Brasil pode ser conferida aqui. Desde o começo da implantação do estado de Israel, o sionismo foi bom para os judeus, mas péssimo para os palestinos. Milhares de palestinos foram expulsos, perseguidos e assassinados pelas forças sionistas, o que ajudou a intensificar o ódio dos palestinos contra Israel. Uma análise mais profunda sobre essa questão, sugiro o texto do meu amigo, professor de relações internacionais da Facamp, Thomas de Toledo, que pode ser lido aqui. Enfim, o mundo todo sabe que o bloqueio imposto à Gaza por Israel é criminoso e não visa enfraquecer o Hamas, mas sim punir coletivamente 1,5 milhão de palestinos confinados naquele território. Isso fortalece mais ainda o Hamas, pois a população de Gaza vai apoiar aqueles que de uma forma ou de outra oferece mais resistência as investidas violentas israelenses. O mundo precisa ver que esse bloqueio é a implantação de vez de um apartheid palestino. Sobre isso, reproduzo abaixo o texto do jornalista Renato Rovai sobre as semelhanças entre a situação de Gaza e o apartheid sul-africano.
“Palestinos de hoje são os negros sul-africanos de ontem
Ao assitir agora há pouco na Globonews o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu visitando militares supostamente feridos no ataque que realizaram à flotilha humanitária, recordei-me de Peter Botha, um dos maiores assassinos do regime do apartheid. E passei a ter mais certeza de que a ação de Israel contra a flotilha de ação humanitária em águas internacionais não está recebendo reação proporcional ao tamanho do crime cometido. Principalmente pelo governo dos EUA e pelos principais governos da comunidade européia. Não é hora de pedir investigação. É o momento de impor duras sanções a Israel pelos crimes de lesa humanidade que tem praticado. O que Israel tem feito contra palestinos muito se assemelha ao apartheid na África do Sul. No país sede da Copa também havia controle de entrada e saída de negros nos territórios ocupados por brancos. Da mesma forma que acontece hoje na Faixa de Gaza e nos territórios palestinos. Onde milhares de pessoas ficam confinadas e não podem sair mesmo necessitando de socorro médico. O que motivou a flotilha de ação humanitária. O governo de Israel, aliás, utiliza método muito semelhante ao dos racistas do apartheid também em relação à divisão do território. Israel permite aos palestinos viver em algo como os bantustões. Na África do Sul os bantustões não tinham relação um com outro, eram ilhotas. Como também o são os territórios palestinos.
É importante registrar que para que o apartheid terminasse foi importantíssima a condenação de toda a comunidade internacional ao regime racista. Mais do que isso, foi fundamental que essa condenação resultasse em um bloqueio comercial em que até investidores foram constrangidos a não aportar recursos em empresas da África do Sul ou em companhias que fizessem negócios com aquele governo. Também não é demais lembrar que até a restrição a participação de equipes esportivas da África do Sul em competições internacionais contribuiu para o fim do apartheid. No momento em que todos os olhares do mundo se dirigem à África do Sul por conta da Copa do Mundo é o momento de lembrar que os palestinos de hoje são os negros que viveram de 1948 a 1994 no país de Mandela. E que as medidas contra o goveno Israel precisam ser da dimensão das que foram contra Peter Botha e outros gangsters do apartheid.”
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Em Israel, o assassinato de ativistas é motivo de piada
O Governo de Israel mais uma vez mostra ao mundo que sua política de aniquilamento da população palestina de Gaza vai ser feita a qualquer custo. Já custaram e ainda custarão milhares de vidas inocentes e para isso não pouparão ninguém. O recente episódio em que as forças armadas israelenses atacaram e mataram 9 pessoas que eram ativistas levando ajuda humanitária aos palestinos de Gaza, exemplifica isso. As embarcações estavam em águas internacionais e mesmo assim foram atacadas pelos israelenses. O governo de Israel tentou argumentar e enganar a opinião pública dizendo que o grupo de ativistas atacou os soldados, o que não é verdade. Mostraram imagens onde depois que os soldados invadem os barcos, eles são rechaçados pelos ocupantes da frota com bastões e a força física. Mas isso é uma reação que não permite eles atirarem para matar indiscriminadamente como ocorreu. Nada justifica esses assassinatos, pois não era uma frota militar nem terrorista e não possuíam nenhum tipo de armas. Estavam levando toneladas de suprimentos e materiais para os palestinos que estão há quase 3 anos cercados por Israel e Egito. No áudio abaixo, reproduzo entrevista da ativista e cineasta brasileira Iara Lee que estava a bordo do navio quando foi atacado. Ela diz que eles queriam que ela assinasse um documento dizendo que ela era terrorista para poder liberá-la. Ouçam:
Em 2007 Israel atacou Gaza indiscriminadamente e matou centenas de civis palestinos e chegaram a bombardear até hospitais. Nessa empreitada sangrenta, a entrada de ajuda médica internacional as vítimas eram impedidas e não foi permitida a entrada da imprensa internacional nos territórios palestinos, o que ficou evidente que não queriam que a carnificina fosse mostrada ao mundo. Mesmo assim, o episódio causou repúdio internacional e houve condenações de diversos países como a Inglaterra e Brasil e também a ONU. Israel simplesmente ignorou tudo isso e impôs um bloqueio a toda a população de Gaza, o que configura como punição coletiva. Gaza virou quase que um campo de concentração, onde Israel controla tudo o que entra e sai e só permite que 20% de toda a ajuda enviada possam entrar lá. O país sionista tentou justificar essas medidas para punir o grupo político que venceu as eleições palestinas, o Hamas. O governo israelense não dialoga com o grupo, pois diz que eles não reconhecem o estado judeu, mas ao mesmo tempo não deixam os palestinos terem um estado para eles. Aliás, se depender do atual governo de Israel, que é de extrema-direita, os palestinos nunca terão direito a um estado nacional. O primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, e seu ministro de relações exteriores, Avigdor Lieberman, são verdadeiros extremistas judeus que são adeptos do projeto chamado “Grande Israel”. Esse projeto consiste na expulsão de todos os árabes e palestinos de Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia, anexando de vez esses dois últimos territórios onde só irá morar judeu. É um projeto racista mesmo e está sendo implementado aos poucos com as construções ilegais de assentamentos em territórios palestinos e com o muro, também ilegal, asfixiando os palestinos tanto da Cisjordânia quanto de Gaza. Esse muro é uma vergonha para o mundo, pois segrega os palestinos e rouba as terras destes criando de vez um apartheid em pleno século XXI. Ano passado comemorou-se a queda do muro de Berlim, mas se esquecem, ou melhor, fecham os olhos para o muro da vergonha israelense que está sendo erguido. Essa ação dos ativistas das flotilhas trouxe a tona o que o bloqueio israelense à Gaza causa na vida dos palestinos. Antes desse bloqueio a vida dos palestinos já era difícil e ficou pior. Para quase todo habitante de Israel e principalmente o seu governo, todos os palestinos são terroristas até que provem o contrário. Isso faz com que a hostilidade dos dois lados só aumente, mas o lado mais forte - que é o de Israel - acaba impondo e oprimindo o outro lado. Israel pratica há muito tempo diversos crimes de guerra, crimes contra a humanidade e desrespeita os direitos humanos nos territórios palestinos. Ações que viraram cotidiano na vida da maioria dos palestinos incluem: - prisões sem acusações formais, as quais são levadas e presas até crianças; - destruição de casas de supostos parentes de militantes que cometem atos terroristas ou que Israel simplesmente acusa que é terrorista; - é imposto toque de recolher a qualquer hora, sob penalização de prisão e morte aos que tiverem fora de suas casas; - fechamento de escolas e universidades ao "bel-prazer" dos israelenses; - fornecimento de água tratada é sempre cortado; - humilhação nos postos de controle israelenses, os quais são monitorados por jovens militares que decidem se deixam ou não os palestinos entrarem ou passarem de acordo com o humor deles; Ou seja, é quase uma ditadura imposta por Israel aos palestinos,agora pior na faixa de Gaza. Infelizmente quem é o entrave as tentativas de acordos de paz na região é Israel, pois eles assassinaram o primeiro-ministro Itzhak Rabin e sepultaram o acordo de Camp David, o qual seria o único caminho para uma solução na região. De lá para cá, os eleitores de Israel foram elegendo candidatos cada vez mais a direita e racistas, tanto que chegou ao que se tem hoje, o governo mais terrorista que o país já teve. O aliado incondicional, EUA, sempre relativiza e apóia as ações truculentas e terroristas de Israel, pois o país é estratégico na região. Com isso tentam impor ao mundo uma versão falsa e mentirosa dos fatos. Invertem o jogo geo-político a favor deles e posam de vítimas. Quem os critica já é tachado de anti-semita, anti-americano e terrorista, pois para estes criticar as ações de seus governos é criticar toda a população de seus países. Boa parte da imprensa internacional, inclusive a brasileira, compra essa mentira e desvia o foco dos reais problemas e interesses na região. Gostaria de ver a reação dos EUA e dos que apóiam Israel se o assassinato dos ativistas tivesse sido feito pelo Irã. Com certeza os EUA, Israel e União Européia iriam imediatamente condenar as ações e aprovar de imediato sanções contra o país e não fazer como estão fazendo agora, pedindo calma e investigações. Israel merece punições mais duras e eficazes da comunidade internacional e a atitude do governo brasileiro é correta em repudiar mais um ato terrorista de Israel. Quem tem senso de humanidade e solidariedade com os verdadeiros oprimidos não fica do lado de Israel, mas sim dos palestinos e dos judeus e israelenses, mesmo que estes sejam poucos, que lutam pela paz. Abaixo termino com alguns vídeos que mostram a real situação palestina e o terror israelense contra eles.
E para quem quer assistir a um documentário completo sobre a causa Palestina, assita "Occupation 101" que pode ser visto aqui.
OBS: As charges são do excelente cartunista Latuff
Em 2009, o cineasta norte-americano Oliver Stone lançou um documentário chamado “South of the Border” e gerou polêmica nos EUA. Este documentário mostra os presidentes latino-americanos que ascenderam ao poder democraticamente e que estão fora daquela velha zona de influência dos EUA, como foram todas as ditaduras na região. O documentário mostra que esses líderes são humanos e estão no poder democraticamente, pois foram eleitos e reeleitos demonstrando a aprovação da maioria sobre seus governos. O documentário desfaz mitos perpetrados pela mídia norte-americana que passou a demonizar Hugo Chávez, o que foi seguido pelo resto da grande imprensa latino-americana, principalmente o PIG. O trabalho do cineasta compara e mostra a manipulação grotesca feita pela imprensa norte-americana em torno da maioria desses líderes, principalmente Chávez. O ator Sean Penn já havia feito algo semelhante em 2008, quando foi pessoalmente a Venezuela e Cuba para ver o que realmente acontece nesses países. Ele também entrevistou Chávez e Raúl Castro e teve uma outra percepção da realidade que estes países vivem com a interferência constante dos EUA em seus assuntos internos. No final da entrevista ele escreveu:
“a maior parte das questões básicas sobre soberania nos permitem entender o antagonismo norte-americano contra Cuba e Venezuela, assim como contra as políticas desses países. Eles sempre tiveram só duas escolhas: serem imperfeitamente nossos ou imperfeitamente deles mesmos”
Essas conversas foram escritas em artigos para a revista The Nation, os quais foram traduzidas pela Agência Carta Maior aqui. Antes de reproduzir a entrevista que Stone deu para o jornal Folha de S.Paulo, destaco esse trecho:
“O presidente Hugo Chávez tenta controlar a mídia na Venezuela… [Interrompendo] Não mesmo. 80% da mídia na Venezuela é privada, dirigida por ricos que falam mal do governo. Chávez brigou pela liberdade de expressão. Alguns canais e revistas convocaram greves e chamaram as pessoas para um golpe de Estado em 2002. Em meu país, se você fizer isso, sua licença [de TV] será retirada.”
É o que eu sempre disse, se uma rede de TV nos EUA fizesse o que fez a RCTV na Venezuela, a licença não seria só retirada, mas a emissora seria bombardeada pelo governo Bush na época. Confiram a entrevista do cineasta, a qual foi retirada do Blog Cidadania do Eduardo Guimarães.
FOLHA DE SÃO PAULO – 27/05/2010
OLIVER STONE DIZ QUE LULA NÃO DEVE CONFIAR EM ELOGIOS DE OBAMA O cineasta americano Oliver Stone (“Platoon”, “JFK”, entre outros) chega ao Brasil na segunda, 31, para lançar “Ao Sul da Fronteira”, documentário sobre sete presidentes da América Latina – com destaque para o venezuelano Hugo Chávez, de quem é admirador. Por telefone, de seu escritório, em Los Angeles, Stone falou à coluna: Folha – Como é Chávez? Oliver Stone – Ele é muito acolhedor e amoroso. As notícias sobre ele nos EUA têm sido muito negativas, porque ele mudou as regras. Fez coisas que nenhum outro, exceto Fidel] Castro, havia feito. Ele tem feito coisas novas, assim como Nestor Kirchner na Argentina e Lula no Brasil. Como Cristina Kierchner diz no filme, as pessoas que estão no poder na América do Sul têm o semblante do povo que as elegeu. Hugo Chávez é um soldado e obviamente tem algumas das faolhas de um soldado. Lula é um sindicalista e tem algumas das falhas de um sindicalista. Mas ambos representam uma grande mudança. E eu espero que dê certo. Porque é o desejo de controlar o seu próprio destino, de ser levado a sério, de não ser ignorado. O filme é pró-Chávez? Não é pró-Chávez. Apenas mostra honestamente o que ele está fazendo e o que estão dizendo sobre ele. Não é um documentário longo que vai defender tudo, é uma “roadtrip”. Se fosse pró-Chávez, ele teria três horas a mais. O presidente Hugo Chávez tenta controlar a mídia na Venezuela… [Interrompendo] Não mesmo. 80% da mídia na Venezuela é privada, dirigida por ricos que falam mal do governo. Chávez brigou pela liberdade de expressão. Alguns canais e revistas convocaram greves e chamaram as pessoas para um golpe de Estado em 2002. Em meu país, se você fizer isso, sua licença [de TV] será retirada. Há relatos de jornalistas sobre a pressão do governo. Estou falando do que vi e ouvi. O governo respeita a liberdade de imprensa, exceto nos casos em que a mídia desrespeita a lei ou tenta um golpe. Aí as licenças das empresas de comunicação não são renovadas. A maioria das TVs do país é dirigida por lunáticos, caras de direita que perderam seu poder quando Chávez nacionalizou o petróleo. É uma das imprensas mais histéricas que já vi. O sr. desaprova algo no governo de Chávez? Ele comete erros assim como qualquer outro governo do mundo. Mas 75% votaram nele em 2006. Nos EUA, a votação de Obama não chegou nem perto. Você não tem ideia de quão pobre era a Venezuela antes de Chávez. Parte por causa do neoliberalismo praticado, inclusive, no seu país, o Brasil. Washington e o FMI não têm interesse, de coração, nas pessoas. Chávez, Lula, Kirchner, [o boliviano Evo] Morales têm. E pagam o preço sendo criticados por pessoas que têm dinheiro e controlam a mídia. No filme, Lula diz que só quer ser tratado com igualdade. Ele está sendo? Por quem? Por líderes do mundo. Não. Ele e os outros líderes da América do Sul ainda são ignorados. Eu admiro muito o Lula. Ele fez uma coisa nobre indo ao Irã. Ele está tentando manter a sanidade, manter suas posições. Os americanos e europeus acreditam que podem controlar o mundo. Lula representa uma terceira via, de quem não quer a guerra, um caminho fora dessa loucura. Os EUA costumam dizer que Chávez é a má esquerda e Lula, a boa. Isso é nonsense. Obama apoiou Lula até quando ele cruzou a linha. Ele disse que Lula é “o cara”. Eu não confiaria nos EUA. Os americanos sempre jogaram com os brasileiros desde que pudessem controlá-los. Apoiaram o golpe militar no país em 1964. O Brasil sempre esteve no bolso de trás dos EUA, mas agora eles têm que ser mais espertos. Sabem que não podem controlar o Brasil. E Lula é muito importante. Ele se dá com Chávez, com os Kirchner, e com a Colômbia, o Peru e o México, que são aliados dos Estados Unidos. E Obama? Nós estamos tentando. Ele é um homem racional, ético, mas faz parte de um grande sistema. Se ele não estivesse lá, estaria John McCain ou Sarah Palin. Você prefere eles? Eu não. Mas, em relação à América Latina, Obama está jogando o mesmo jogo. A reação americana ao golpe em Honduras foi típica. O sr. vai fazer um documentário sobre o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad? Não estou pensando nisso no momento. Houve um problema de comunicação. Eu quis fazer o filme, e ele [Ahmadinejad] não quis. Quando ele quis, eu estava fazendo o filme “W”, sobre George W. Bush. (LÍGIA MESQUITA)
“Obama apoiou Lula até quando ele cruzou a linha.” “A maioria das TVs da Venezuela é dirigida por lunáticos de direita. É uma das imprensas mais histéricas que já vi.” OLIVER STONE
Como já se esperava, a grande imprensa brasileira (PIG) agiu de forma infantil e subserviente sobre o acordo mediado pelo Brasil e pela Turquia para a destinação do urânio produzido pelo Irã. O Brasil agiu corretamente e com muita soberania nessa questão e conseguiu se afirmar como um país sério que está disposto a participar cada vez mais de negociações e decisões de diversos assuntos. O Brasil passa a ocupar um posto jamais conquistado anteriormente e isso se deve a competência e seriedade do atual governo nas relações internacionais, principalmente na figura do chanceler Celso Amorim. Isso tudo é insuportável para a elite e sua imprensa que nunca imaginou um ex-metalúrgico sendo tratado de igual para igual com os lideres das nações mais poderosas e ainda sendo elogiado muito por estes. Para isso, a dobradinha oposição/PIG mais uma vez entra em cena para tentar desconstruir essa imagem para manipular o povo brasileiro. Utilizam recursos que remetem até a guerra fria, tentando associar as relações internacionais do país com um suposto laço ideológico com algumas nações consideradas, segundo sempre o consenso de Washington, “perigosas”, “mal vistas” ou pertencentes ao tal “eixo do mal”. Com certeza muitas dessas e outras são perigosas, mais internamente, mas a seletividade com apenas algumas é que demonstra a falsidade e hipocrisia não só da dobradinha oposição/PIG, mas principalmente do país que estes são e sempre foram súditos: os Estados Unidos da América (EUA). No atual imbróglio sobre o Irã, os EUA e Israel querem fazer de tudo para tentar justificar uma ação militar contra o país. Eles tentam, inclusive com apoio da maioria da imprensa ocidental, fazer a pior imagem possível do Irã, usando inclusive as questões religiosas e de comportamento internas que vigoram no país. Sobre isso, é detestável ver como a falta de liberdade individual, de expressão e de imprensa no Irã revelam essa face autoritária do regime dos aiatolás, mas não justifica as sanções que os EUA querem impor ao país. Se for assim, porque não impor sanções contra a China? a Arábia Saudita? o Paquistão? Lógicamente porque estes países são aliados tanto comerciais, como é o caso da China, quanto militares, como é o caso do Paquistão e Arábia Saudita, dos EUA. São ditaduras também e são até piores internamente que o Irã. Os EUA também não têm moral para cobrar direitos humanos de nenhum país, pois os desrespeita com suas bases de tortura e pris clandestinas pelo mundo afora, pelas invasões não autorizadas e destruição dos países invadidos e a morte de milhares de civis destes. Já a tal ameaça iraniana ao mundo que tanto falam EUA e a imprensa não é bem assim. O Irã não é a ameaça, mas sim o ameaçado nessa questão. Se olharmos para o mapa, veremos que o país está cada vez mais cercado por inimigos, pois Afeganistão e Iraque foram invadidos militarmente pelos EUA que estão lá até hoje. Há também o Paquistão, que é aliado militar dos EUA. Aliás, esse país sim é preocupante, pois já possui bomba atômica e não faz parte de nenhum tratado internacional, é inimigo histórico da Índia (que também possui a bomba atômica) e possui várias células de grupos extremistas islâmicos. Sobre isso a imprensa pouco fala. E a verdadeira ameaça não só ao Irã, mas à todo o Oriente Médio é Israel. Esse país possui diversas armas nucleares, químicas e biológicas. Além disso, não faz parte de nenhum tratado internacional sobre armas nucleares, não admite que as tenham e por isso não permite nenhum tipo de inspeção internacional sobre suas instalações militares. Constantemente, o governo israelense se coloca sempre como suposta vítima ou ameaçado pelo Irã, sempre com o apoio incondicional dos EUA. Para isso, a imprensa ocidental é essencial na fabricação de um consenso em torno da figura do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Com certeza suas declarações sobre o holocausto são deploráveis, pois coloca em dúvida a ocorrência deste, mas ao mesmo tempo membros do governo israelense também dão declarações racistas e preconceituosas contra os muçulmanos e árabes que não são repercutidas com a mesma intensidade que fazem com Ahmadinejad. O ministro das relações exteriores de Israel – Avigdor Lieberman - é adepto do projeto higienista e segregacionista chamado Grande Israel, o qual propõe a expulsão de todos os árabes de Israel e da Palestina. Com o Ahmadinejad, a imprensa sempre repete que ele quer “varrer Israel do mapa”, mas não fazem o mesmo quando citam o Lieberman. Aliás, essa declaração de Ahmadinejad é contestada por especialistas em persa de que isso foi traduzido falsamente para tentar dar “razão” á sanha militar israelense. Uma análise sobre isso pode ser lido aqui. Enfim, a hipocrisia dos EUA e Israel em tentar mostrar o Irã como um possível agressor, não passa de cortina de fumaça para mais uma vez imporem a força a mudança de um governo e regime. Portanto, o Irã tem todo o direito de buscar a auto-defesa diante dessas ameaças e está sendo até benevolente demais devido ao enorme arsenal nuclear de Israel. O Irã deveria condicionar o acordo à uma adesão de Israel à tratados internacionais sobre armas nucleares e eliminação destas para abandonar seu projeto nuclear. Como Israel não admite e não está nem ai, o Irã esta certo em insistir em seu programa nuclear. A diplomacia brasileira busca através desse acordo se colocar como um país que busca o diálogo e ganha projeção internacional reafirmando independência e soberania em relação ao EUA. O PIG aqui tenta alardear que isso fez o Brasil ficar mal-visto pelos norte-americanos e adoraram as declarações da Hillary Clinton. Os alienados aqui até ficaram com medo de irritar os todos poderosos norte-americanos e como o PIG almeja, quer tentar usar isso politicamente para usar contra Lula e sua candidata Dilma Roussef. Isso demonstra que estes ainda são guiados pela ideologia da época da guerra-fria e torcem intensamente para o fracasso do acordo. Agora, o acordo parece que vai mesmo vingar e países como a França e a China que tem poder de veto no conselho de segurança, demonstraram apoio. Para os que ainda tem dúvidas sobre o assunto, sugiro que vejam o vídeo abaixo com a entrevista na GloboNews do diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa. É uma entrevista didática sobre as questões políticas e técnicas sobre o acordo e o contexto da questão nuclear iraniana. Inclusive, pode-se perceber que o entrevistado frustra os jornalistas da Globo, pois achavam que ele iria bater na mesma tecla em condenar o acordo e o Irã. Confiram:
Não se assustem com o título chulo deste texto, mas é o que merece o autor dessa pérola que reproduzo abaixo:
“A turma que vai à geral ficará assistindo só na tevê. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$ 300 pelo ingresso. Não defendo a elitização. Mas o futebol precisa de dinheiro.”
Essa frase foi pronunciada por um ser chamado José Hawilla ou como é mais conhecido, J. Hawilla. Ele é um empresário que possui jornais no interior de São Paulo, é dono do jornal Diário de S.Paulo e preside a Traffic. Pelo jeito ele não deve gostar muito do nome José, pois deve ser muito “povão” para ele. Imagina ele ser chamado de “Zé” e ser identificado com um “zé ninguém”, aquele que “não consome nada”. O blogueiro Leonardo Sakamoto sempre comenta esse tipo de frase que define como: “Frases para entender o Brasil”. Essas frases geralmente são ditas por empresários, políticos, celebridades ou membros da chamada “alta sociedade”, aquela que sai nas colunas sociais. Todas as declarações têm a mesma semelhança, pois demonstram como essa turma é elitista, classista, racista e preconceituosa. Essa frase do Hawilla consegue reunir todos esses componentes e demonstra como realmente pensa a elite do país e também os chamados “emergentes” que pensam que são ricos, mas são ainda classe me(r)dia. Essa elitização dos espaços públicos faz tempo que vem ocorrendo e é uma segregação de classe disfarçada. É aquela coisa de “selecionar” que sempre ouvimos sobre pagar caro para entrar em festas, bares e casas noturnas. Em outro artigo eu coloquei um vídeo que tratava disso e mostrava a playboyzada paulista queimando dinheiro e dizendo que gostava dali porque era selecionado, pois só tinha membros da sua classe. Em casas de show e shows de grande porte, a parte VIP privilegia os selecionados com a frente do palco. Estes são cercados do resto, que sempre é maioria, os quais ficam bem atrás destes que pagaram o dobro do valor da pista normal. Nos estádios de futebol de grandes clubes começou também o espaço VIP, pois querem como o Hawilla disse, que o perfil do torcedor seja daquele que paga “R$ 300” e não o da “ralé” que é a maioria. Os clubes se associam geralmente com empresas de cartões para reservar a melhor parte da arquibancada para os clientes destes, onde o preço é também o dobro do ingresso normal. Foi o que ocorreu no estádio Palestra Itália do Palmeiras, por exemplo, pois a parte da geral que ficava no meio do campo foi reservada somente aos torcedores que possuem cartão VISA e se dispõem a pagar até R$ 80 dependendo do jogo. Ali ficava a maior parte da torcida, que é geralmente mais pobre, e esta hoje é obrigada a ficar espremida atrás do gol. Infelizmente esse crápula do J.Hawilla se diz “palmeirense” e a Traffic (nome sugestivo não?) possui uma influência enorme no futebol e detém o passe de diversos jogadores que atuam em vários clubes. Para a minha tristeza, a Traffic é parceira do meu time, o Palmeiras, e terá o direito de comercialização da nova Arena que construirão. Se com um espaço da geral colocaram o preço lá em cima só porque instalaram umas cadeiras na arquibancada, imagina quanto custará depois de construída a nova arena? Será que o espaço para os torcedores comuns vai diminuir mais ainda nos estádios? Com esse pensamento, Hawilla quer que o futebol volte aos primórdios, onde só a elite assistia aos jogos. O futebol é do povo, da maioria que fez esse esporte se tornar mundial e também extremamente lucrativo para empresários como Hawilla, que hoje generaliza todos com base no seu preconceito e nojo. Por isso todos devem estar atentos a declarações como esta, pois a Copa 2014 será aqui e todas essas reformas e construções de estádios vão utilizar muito dinheiro público. Se nós que ficamos na geral vamos ter que assistir aos jogos apenas pela TV, significa que todo esse dinheiro público usado para a Copa vai ser usufruído apenas pela turma que paga os “R$ 300 pelo ingresso”. E vai ser muito bom também para a emissora que monopoliza há anos as transmissões dos jogos e faz, com o consentimento dos governos, todos os torcedores de palhaços. Não é a toa que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, acatou a vontade da emissora e não do público ao vetar a lei que impedia que jogos fossem realizados depois das 21: 30hs. Hoje em dia, nos jogos de futebol, é comum a torcida, quando está insatisfeita geralmente com arbitragens, iniciarem um coro que todos nós deveríamos entoar depois de ler as declarações reproduzidas no ínicio e é título deste texto:
- Ei J. Hawilla, Vai toma no (você sabe o resto)!!
Como todos já sabem, o Partido da Imprensa (PIG) segue geralmente uma cartilha quando entrevista candidatos do PSDB. As perguntas não devem ser incômodas como àquelas que tratam de denúncias contra seus governos e nunca devem constrangê-los. Se isso acontecer, tucanos costumam agir de maneira truculenta, não respondem e se possível abandonam a entrevista. Em outros artigos já mostrei como José Serra é estúpido e revela sua face anti-democrática contra jornalistas que fazem as perguntas “proibidas” . Infelizmente o exemplo de como entrevistar um político vem da imprensa estrangeira. Nesse primeiro vídeo, é um clássico, pois mostra finalmente um entrevistador colocando Fernando Henrique Cardoso (FHC) contra a parede. É um programa da BBC chamado “Hard Talk” e esse não tem como os direitóides tacha-los de petistas e outras baboseiras do tipo.
Uma entrevista como essa, com o FHC (o sociólogo-príncipe do PIG), nunca fizeram aqui no Brasil e lógicamente a mesma não foi comentada pelos articulistas de jornais e revistas do PIG. Aliás, se alguém observar uma entrevista no Roda Viva, por exemplo, com o Alckmin, Serra ou FHC, verá que parece que estão em uma mesa de bar de amigos. É sempre os tais entrevistadores praticamente “jogando a bola” para o entrevistado “cortar”.
O próximo vídeo, que também foi feito por equipe estrangeira, é com o Alckmin na época dos ataques atribuídos ao PCC e mostram o despreparo do então candidato e sua tendência autoritária, pois abandona a entrevista quando o entrevistador insiste nas perguntas “proibidas”. Vejam:
Uma entrevista como essa, se fosse feita com o Lula nessa época da eleição, por exemplo, teria rendido capas de revistas e jornais, análises delirantes dos articulistas do PIG e chamadas no Jornal Nacional. Mas foi com o candidato da época do PIG, então foi abafado. A reportagem do vídeo mostra como os tucanos aparelharam totalmente o estado nesses 16 anos de (des)governo no estado de São Paulo. Aliás, esse discurso, eles e o PIG, tentam colar somente no PT, mas as secretarias do estado de São Paulo, por exemplo, mostram que eles fazem o mesmo. Nesse caso da segurança todos sabem da corrupção desenfreada e a intervenção política que corre nessa secretaria. Só que isso é pouco investigado pela imprensa, é claro, pois qualquer rebelião ou ataques de uma organização criminosa como o PCC são prontamente minimizadas pelas “autoridades” tucanas e são politizadas por estes. O clichê usados por eles é o velho costume de colocar a culpa sempre no PT e na CUT, dizendo que eles estão por trás. Nada melhor para o PIG reverberar isso como verdade absoluta e desviar o foco da gestão corrupta e ineficaz deles na área de segurança. E ainda vem o Serra dizendo que vai “criar” o ministério da segurança. Em São Paulo, a polícia cada vez mata mais e sofre com a desvalorização típica de governos tucanos, pois recebem um salário baixo e humilhante, assim como outros profissionais do estado como os professores e médicos.
Para finalizar, deixo um exemplo de “ato falho” do PIG em assumir Serra como seu candidato. Ouçam, pois Heródoto no programa da CBN chama o Serra de “nosso candidato”, ou seja, o candidato oficial do partido da imprensa.
O Partido da Imprensa (ou PIG, como é chamado na internet) está dando cada vez mais exemplos do seu partidarismo com a manipulação de notícias para beneficiar o candidato deles: José Serra (PSDB). A Globo com a vinheta em comemoração dos seus 45 anos é exemplar, como já escrevi no texto anterior, mas esse 45 que aparece no final da propaganda é muito parecido com o do slogan tucano.
A capa da Veja com o Serra (a da mãozinha no rosto) foi copiada da revista norte-americana Time (aquela que elegeu Lula um dos mais influentes líderes do mundo) e para ajudar mais ainda colocou essa edição como propaganda da “revista” nas bancas de jornais. Na verdade a propaganda é para o Serra, mas a “revista” insiste na falácia da imparcialidade. Os ingênuos e tapados que dizem que a Veja também deu capa para a Dilma Roussef, não percebem a diferença das duas capas. Na da Dilma, a capa está em preto, branco e vermelho e com cara séria. Já na do Serra, rosto sorrindo, mão no rosto e uma mensagem explícita na capa dizendo que ele será o presidente. Essas duas capas foram muito bem analisadas pelo mestre em comunicação, Washington Araújo, no site do Observatório da Imprensa e pode ser visualizado aqui. O candidato José Serra é hoje um candidato de mídia, pois se sustenta somente pelo apoio incondicional desta as propagandas enganosas e mentirosas do governo do estado de São Paulo, do qual era governador. Não há críticas e questionamentos e se há algo é deixado para rodapé de página na mídia escrita. Já na televisiva não há nenhum questionamento. Qualquer declaração de Serra já é prontamente reverberada pela imprensa, com direito a opinião de especialistas para fazer o jogo político antes mesmo da campanha oficial, como mostra essa capa do jornal O Globo: Notícias positivas sobre a conjuntura nacional são também deixadas geralmente para segundo plano e quando são comentadas, tentam fazer o mínimo de correlação possível entre o governo Lula e as manchetes. Notícias como menor nível de desemprego e criação recorde de empregos formais são minimizadas, mas se estivéssemos sendo presididos ainda pelos tucanos, com certeza o Partido da Imprensa estaria fazendo estardalhaço com essas notícias. Endeusariam mais ainda os tucanos e seus líderes seriam tidos como os maiores estadistas que o país teve e os melhores do mundo. O PSDB no poder é garantia de uma imprensa chapa-branca e não investigativa, pois é só ver como atuava a imprensa na era FHC. Era uma imprensa morna, que deixava passar quase tudo e os apoiava em quase tudo também e de vez em quando para garantir audiência noticiavam um escândalo ou outro, mas não passava de fachada. Isso quando não era usada pelos caciques partidários, como fez ACM e Jader Barbalho com a Veja e a IstoÉ, para se atacarem. Se não bastasse ter o partido da imprensa e grupelhos reaças que se dizem “apartidários” trabalhando a seu favor, os tucanos partiram para a guerra suja na internet. Estão utilizando “crackers” para atacar sites e blogs, como fizeram com o site do PT. Descobriu-se que o comandante dessas operações é o tesoureiro nacional do PSDB e ex-secretário-geral do governo FHC, Eduardo Graeff. Inclusive o site oficial do partido traz o link de um outro site criado pelo partido para acusar e difamar Lula e Dilma. Isso foi denunciado pelo deputado Brizola Neto (PDT) no seu blog aqui. Outro episódio que expôs mais uma vez como são ridículos alguns membros da oposição é o site do histriônico deputado federal José Carlos Aleluia (PFL, vulgo DEM) que trouxe um texto falso atribuído a apresentadora Marília Gabriela. Ela desmentiu a autoria e deixou claro como alguns opositores fazem de tudo para enganar e fazer o jogo político sujo e rasteiro. Para finalizar, deixo um vídeo deboche que mostra hilariamente como age um típico reaça, ainda mais os condicionados e doutrinados pelo blogueiro esgoto da Veja. Confiram, pois é muito bom:
Ultimamente a expressão “sair do armário” virou moda depois que o cantor e ex-menudo Rick Martin assumiu ser gay. Não é objetivo deste artigo discutir sobre o preconceito, muito menos o cantor. Essa expressão representa que alguém se assumiu ou simplesmente “tirou a máscara”, ou seja, revelou aquilo que todos já sabiam. Com a grande imprensa brasileira aconteceu a mesma coisa quando há algumas semanas a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva do jornal Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, deu a seguinte declaração ao jornal O Globo: "E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.” Essa frase representa o que muitos já sabiam, ou seja, que a grande imprensa no Brasil se tornou um verdadeiro partido político. Os principais membros desse partido são verdadeiros grupos mafio-midiáticos controlados por famiglias poderosas como: Abril(Civita), Estado (Mesquita), Folha (Frias) e Globo (Marinho). Esse partido da imprensa, o qual é chamado também de PIG (Partido da Imprensa Golpista), atua geralmente como porta-voz da oposição e ás vezes como um partido apêndice destes. Ora a imprensa reverbera e apóia incondicionalmente todas as acusações da oposição ao governo Lula (atuando como porta-voz desta), ora escandaliza qualquer coisa e produz factóides para a oposição explorar e assim faz uma “dobradinha” oposicionista (atuando como partido apêndice). Antes de o Lula ser eleito, a imprensa apoiou o governo tucano durante os 8 anos do “reinado FHC” e já era partidária, mas ainda não agia como um partido. Depois da eleição e reeleição do presidente Lula começou a radicalização e transformação do partido da imprensa. Estes ficaram decepcionados com a oposição PSDB/PFL (atual “DEM”) não ter dado o golpe e tirado Lula do poder em 2005. Fazer papel de oposição não é função da imprensa em um regime democrático, pois investigar as ações de um governo não significa manipular informações e mentir para beneficiar um grupo político. Infelizmente é isso que a imprensa faz, pois usa pesos e medidas diferentes no campo político. No Brasil, as notícias a serem destaques e a produzir escândalos referem-se quase que exclusivamente ao PT. Mesmo com o atual escândalo envolvendo o “ex”- partido do Arruda, o PFL (vulgo DEM), a mídia restringiu o escândalo ao “DEM de Brasília”. O resto do partido não sabia nada e o fato de ele ser preterido na chapa com José Serra nunca é lembrado pela imprensa. O que não ocorreria se ele fosse possível vice da Dilma Roussef (PT). Mesmo no caso do chamado “mensalão do PT”, quando viram que o operador Marcos Valério tinha feito o mesmo esquema com o PSDB de Minas Gerais anos antes, a imprensa perdeu o interesse no assunto e chamou o caso de “mensalão mineiro” e não “mensalão tucano”. Organizações Serra de Jornalismo
Atualmente o partido da imprensa anda preocupado e nessas eleições vai jogar todas as cartas para eleger o candidato deles, o José Serra (PSDB). O terreno vem sendo preparado desde que Serra se elegeu governador do estado, descumprindo um compromisso público de não deixar a prefeitura de São Paulo. A mesma mídia que diz “investigar” minúcias do governo federal, não tem nenhum empenho em investigar as ações dos governos estadual e municipal de São Paulo. Um exemplo didático é como foi retratada as tragédias causadas pelas chuvas aqui, pois para a mídia a culpa foi exclusivamente das chuvas e de São Pedro. Já no Rio de Janeiro a culpa foi inteiramente do governo federal, como mostra essa figura da capa da revista Veja, a qual representa o jornalismo de esgoto do país. Lógicamente que tudo isso não é culpa somente das chuvas, mas também por ocupações irregulares (tanto pobres como ricos), lixo, falta de fiscalização e falta de políticas públicas voltadas para habitação e infra-estruturas por parte dos governos. É uma ação conjunta e o que ocorre hoje é resultado também da omissão dos governos anteriores. Ou seja, a imprensa fez o jogo político em cima desses fatos, quando que era para cobrar de todos os governantes. A radicalização do partido da imprensa se intensificou após verem que a candidata Dilma havia crescido bastante nas pesquisas eleitorais e convocaram um Fórum sobre “democracia e liberdade de expressão” por um tal de Instituto Millenium. O evento reuniu os principais representantes desse partido e foi realizado em um hotel de luxo e quem se inscreveu “só” desembolsou R$ 500,00 para ouvir figuras como o blogueiro e colunista da “revista” Veja, Reinaldo (Esgoto) Azevedo e o verdadeiro “chearleader tucano” da televisão, Arnaldo Jabor. Ali o partido praticamente revelou as diretrizes a serem seguidas nessa campanha eleitoral e despejaram os chavões mais delirantes e paranóicos como a manutenção do PT no poder e o perigo (será que vão chamar de novo a Regina Duarte para propagar o medo) de a Dilma implantar um “regime stalinista” no país. A liberdade só virá com o Serra e disseram que festejarão quando ele ganhar. Jabor expôs o verdadeiro stalinismo quando disse que o “pensamento de uma velha esquerda não deveria mais existir”, ou seja, essa é a liberdade de imprensa que ele, seu patrão e colegas de partido querem e praticam hoje no Brasil: aquela que censura a diversidade de opiniões cerceando a liberdade de expressão que tanto falam, mas na verdade desprezam. Aliás, eventos parecidos com este foram feitos pela mesma imprensa antes do golpe de 64, o que revela a face golpista destes. Até o momento vários exemplos da partidarização midiática estão cada vez mais evidentes nas revistas, jornais, rádios e televisão.
Partido da "massa cheirosa"
Começo com a jornalista da Folha, Eliane Catanhêde (Tucanhêde), que estava super animada e empolgada no lançamento da candidatura do Serra.
O vídeo acima mostra bem isso e depois ela diz que a festa tucana estava tão cheia de gente, que parecia um partido de “massas”. Mas, segundo ela, um alto membro do tucanato disse que era uma “massa cheirosa”! Ou seja, o PSDB é o partido da massa cheirosa. Ela, no mínimo, fez as palavras do suposto tucano as dela e expôs todo o preconceito de classe não só pessoal, mas do partido que representa. Os jornalões paulistas, Estadão e Folha, são tão tucanos que até as brigas internas do partido eles são usados para mandar recado. Faz uns dois anos, o jornal Estado de Minas e o Estadão trocaram ofensas em editoriais porque um ofendeu o governador do estado do outro, no caso Serra e Aécio. Recentemente a Folha (porta-voz do Serra) e o Estadão (porta-voz do FHC) também fizeram algo semelhante como mostra o jornalista Rodrigo Vianna.
Outro exemplo foi a briga dos institutos de pesquisa, onde o Datafolha se destacou pela discrepância dos seus resultados com outros dois institutos, o Sensus e o Vox Populi. O pior foi o Datafolha atacar diretamente seus concorrentes com várias acusações e parece desperado para fazer a candidatura Serra alavancar de vez. Isso expôs como esses institutos são usados politicamente e podem ser manipulados, mas é difícil imaginar que a pesquisa do Vox Populi, que foi encomendada pela Bandeirantes (do âncora Boris Casoy), tenha sido manipulada para beneficiar a Dilma. Não dá para acreditar que de repente Boris Casoy e CIA aderiram ao lulismo. Já o Ibope que é da Globo vai fazer a dobradinha com o Datafolha na campanha para o Serra.
Globo e PSDB: tudo a ver!
Para finalizar os exemplos, mostro esse vídeo da recente propaganda da Rede Globo que foi ao ar no último domingo. É muita “coincidência” que o slogan da propaganda da emissora seja idêntico ao slogan lançado pela campanha do Serra (“o Brasil pode mais”) e ainda no final ter o número 45 representando o tempo de sua existência parecidíssimo com o 45 da legenda tucana. Deve ser uma coincidência pelo fato do Serra ter feito “acordo” com a Globo, sobre o terreno público que a emissora usou durante 11 anos como privado, com a construção de uma escola técnica de áudio e vídeo. Ou também pelo fato do pupilo do Serra, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, ter vetado a proposta que mudava os horários dos jogos em São Paulo. E agora, os tucanos deram mais um presente para a emissora, assinando a revista da editora Globo, Terra da Gente, para todas as escolas do estado de São Paulo. Aliás, esse tipo de agrado os tucanos gostam de fazer para o partido da imprensa, pois desde o ano passado, Serra assinou as revistas Escola e Veja da editora Abril e também os jornais Folha e Estadão para todas as escolas do estado. Tudo isso exemplifica como o partido da imprensa vai atuar nessas eleições, ou seja, vai ser guerra suja contra os candidatos que não apóiam. Na verdade, isso sempre ocorreu, mas agora está acontecendo uma radicalização. Por exemplo, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma ficha falsa da Dilma (a qual rodou por algumas correntes de e-mail) e tentou culpar diretamente Lula pelas tragédias aéreas acusando-o de “assassinato” dessas pesssoas. Outro exemplo é a Veja dar uma capa ao Serra com mãozinha no rosto e super feliz e colocando essa capa como propaganda da revista nas bancas, sendo que fez o mesmo com o Alckmin em 2006, mas na época foi mais ousada e expôs outdoors em São Paulo com essa capa. Também recorreu até a astrologia para dizer que o Serra vai ser eleito. É a propaganda política pura e suja do partido da imprensa.
Enfim, a atitude da Dona Judith em assumir a partidarização da imprensa foi corajosa e deveria ser seguida e assumida de vez por todos os grupos de comunicação. Isso seria bom para a democracia no país, pois deixaria explícito de vez os motivos de apoiarem tal candidato. Em vez disso, preferem se esconder atrás de um manto falso de imparcialidade e “independência” que alegam possuir e ao mesmo tempo praticam a censura prévia de opiniões em suas publicações, tanto de leitores quanto de jornalistas.
OBS: Esse artigo foi publicado no Observatório da Imprensa aqui.
A foto acima foi registrada pela agência Estado durante a repressão feita pela polícia militar (PM) contra os professores perto do Palácio dos Bandeirantes no dia 26/03/10. Aliás, esse terrível episódio eu relatei no artigo anterior. A agência disse no primeiro momento que o rapaz era um professor carregando uma policial supostamente ferida. Depois de divulgada a foto, o comando da PM divulgou nota dizendo que o rapaz não era manifestante, mas sim um policial militar do serviço reservado, chamado de P2. Ainda disseram - o que ficou mais ridículo ainda - que o policial estava apenas passando por ali naquela hora. Quanta coincidência!. Professores de Osasco disseram que este policial embarcou no ônibus deles para ir até a manifestação naquele dia, mas não conseguiram identifica-lo. Isso tudo comprova a desconfiança de muitos de que havia agentes infiltrados. Infiltrar agentes do estado em movimento grevista não era visto desde a época da ditadura militar no país. A policial carregada na foto foi atendida no hospital Albert Einstein, pois segundo a PM esta teria levado uma “paulada” na cabeça. Pela foto não dá para saber, então a equipe do jornalista Luiz Carlos Azenha apurou com o hospital. Lá disseram que a policial deu entrada e foi liberada minutos depois. Um médico do hospital disse à reportagem que se a policial tivesse levado uma paulada na cabeça, eles teriam que ter feito mais exames e fazer uma tomografia, o que levaria muito mais tempo. Então parece que não foi tão grave assim como disse a nota da PM. Também houve relatos de caravanas de professores do interior que foram parados pela polícia em praças de pedágios antes de chegar em São Paulo. Isso foi filmado pela caravana de Ourinhos que foi retida por mais de meia hora no pedágio de Barueri no dia 19/03/10. Como mostra o vídeo, policiais ainda filmaram e tiraram fotos dos ônibus e de seus ocupantes. Mais uma prova da perseguição da polícia, a mando de Serra, contra o movimento grevista. Aliás, a PM além de perseguir e agredir, também mentiu sobre as manifestações. No dia 19/03/10, por exemplo, havia no mínimo 50 mil pessoas na passeata, mas o comando policial disse que só havia 8 mil. Olhando a foto dá pra ver a mentira da polícia. Assim também mentiu o governo tucano dizendo que só havia 1% dos docentes parados, pois só no dia dessa manifestação havia no mínimo 25% da categoria parada. É só saber fazer conta, pois arredondando o número de docentes para 200 mil, o 1% alegado pelo governo seriam 2 mil professores, ou seja, até a conta mentirosa da PM desmente esse 1% alegado pelo Serra. Outra, a PM e o governo de São Paulo alegaram que a repressão do dia 26/03/10 teve que ser feita devido a uma lei (típica de regimes ditatoriais) que proíbe manifestações na frente do Palácio dos Bandeirantes. Aliás, essa lei foi procurada pelo professor David, o qual relata em seu blog que não conseguiu achar a tal Resolução 141 de 20/10/1987. Estranho né? Já que essa lei é de 1987, então o que vale é a Constituição Federal de 1988. No artigo 5º da Constituição de 1988 diz: "XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;" . Outra, área de segurança não proíbe automaticamente manifestações pacíficas e como diz a lei federal, é só avisar as autoridades antes (o que foi feito) e o governo não tem o poder de autorizar ou não. Incrivelmente uma semana depois na despedida do Serra, o PSDB organizou uma festa e levou algumas centenas de “militantes” na frente do Palácio. Ainda instalaram dois telões para transmitir o seu discurso eleitoral e depois Serra foi para fora do prédio saúda-los. Por que a lei não foi aplicada pela polícia nesse caso? Quer dizer, quando é a favor pode. Nesse mesmo dia da despedida do ex-governador, houve mais uma manifestação de professores na Paulista e a polícia mais uma vez tentou esvazia-la. Dessa vez, eles não deixaram o caminhão do sindicato chegar na avenida Paulista, pois ameaçaram o motorista de levar 17 multas. Mais uma prova de pura perseguição do governo Serra revelando o seu perfil autoritário e anti-democratico. Tudo isso que foi relatado, não ganhou manchetes e indignações da grande imprensa brasileira, ou melhor, das Organizações Serra de Jornalismo. Imagino que se tudo isso tivesse acontecido na Venezuela contra o Chávez ou contra o Lula, ai sim a mídia alardearia para todos que essas ações do governo contra os professores seriam típico de um regime ditatorial. Pra quem não conhece a situação da educação e acredita na propaganda mentirosa do governo estadual (aquela dos dois professores por sala!) também é iludido pela manipulação da imprensa contra os professores. Somos tachados de baderneiros, por exemplo, como fez o membro do conselho editorial do jornal Folha de S.Paulo e puxa-saco do Serra, Gilberto Dimenstein. Esse sujeito sem vergonha ganhou de 2006 até hoje a quantia de R$ 3.725.222,74 da prefeitura de São Paulo (Kassab) e do governo estadual paulista (Serra). Incrivelmente essa montanha de dinheiro público para o bolso desse cidadão, foi desembolsada devido à “projetos educacionais” dos governos com a sua organização chamada Associação Cidade Escola Aprendiz e foi descoberto pelo excelente blog NaMaria News. Por isso que o nobre “educador” escreve artigos parabenizando o governador e chamando os professores de baderneiros. Os xingamentos e generalizações a categoria é ainda pior no jornalismo de esgoto como a revista Veja e seus articulistas/blogueiros que são os assessores de imprensa do Serra e de seu partido. Para esses e seus seguidores (os ratos de esgoto) nós somos retratados como pessoas perigosas, sindicalistas e adjetivos chulos que não valem a pena repetir aqui. O que eles não sabem é que a maioria dos docentes que estavam nas manifestações representa o perfil médio da categoria, ou seja, eram mulheres de meia-idade, cansadas de anos de salário baixo e condições precárias de trabalho. Essas fotos abaixo ilustram os professores “baderneiros” e “perigosos” que oferecem tanto perigo para os fortes esquemas de segurança montados durante as assembléias e a repressão policial.
Vejam que são pessoas que representam séria ameaça à ordem e a segurança pública do estado. São essas pessoas que o Serra disse que não se reunia pessoalmente, pois fazem parte de uma categoria de trabalhadores “mal vistos pela sociedade”. São essas pessoas que o ex-governador prefere mandar a polícia jogar bombas a recebê-las para negociar. Os fascínoras de plantão que adoram ver tudo isso e acha normal e ainda pede punições contra os grevistas podem ficar mais felizes, pois o governo tucano já toma as atitudes ditatoriais que estes gostam e almejam em um governo. Infiltrar agentes em movimentos sociais e grevistas, prender pessoas que protestam democraticamente em eventos públicos (como fizeram com 4 professores em Franco da Rocha), usar a pura repressão contra passeatas perto da sede de governo, mentir e ocultar tudo isso com o apoio da grande imprensa são típicos de governos tucanos. A charge abaixo é para finalizar, pois exemplifica muito bem como Serra e seu partido tratam a educação.
PS: A foto abaixo é da turma de Piracicaba que foi em todas as manifestações em São Paulo. Abraço a todos. PS 2: Esse artigo foi publicado no Jornal A Tribuna Piracicabana. Agradeço enormemente o Erich.◦
Fatos sobre a perseguição de Serra contra os professores (atualizado em 15/04/10)
Nesta tarde de sexta-feira (26/03/2010) presenciei o horror que é a repressão policial a manifestações. Foi na Assembléia dos Professores Estaduais de São Paulo que ocorreu na frente do estádio do Morumbi, onde o intuito era chegar à frente do Palácio dos Bandeirantes (sede do governo estadual paulista). A movimentação da polícia militar (PM) era intensa e esta colocou barricadas nas ruas que levavam a sede do governo para impedir qualquer um de se aproximar do local. Depois de tomar uma chuva intensa e após começar a assembléia, nós começamos a subir outra rua, mas havia uma barreira de policiais do choque para impedir todos de passarem. Em outra rua adjacente também estava formada outra barreira de policiais da Rocam, ou seja, eles cercaram todos os acessos. Ai que entra o maior erro que é do governo em não garantir o direito democrático de ir e vir dos cidadãos, mesmo em uma passeata. Era uma manifestação de professores, pacífica e não de vândalos. Onde está a democracia? É democrático impedir uma manifestação de chegar perto da sede de um governo? Então começou haver uma aglomeração do lado da barreira do choque. A tensão estava no ar e muitos membros do sindicato estavam alertando todos para não haver qualquer confronto ou provocação. Mas a polícia ja parecia pré-disposta para o confronto. Eu estava chegando perto e sabia que qualquer pequeno motivo, ou seja, qualquer "palito" que fosse jogado contra a polícia seria o motivo para esses começarem com a violência. Foi o que aconteceu, pois quando cheguei perto pude ver alguns policiais espirrando spray de pimenta, descendo o cassetete em cima dos manifestantes e também já começaram a jogar bombas de gás lacrimogêneo e atirar balas de borracha. O estouro das bombas era ensurdecedor e o pior era o gás que intoxicava todos e fazia arder os olhos fortemente. Muitos se feriram gravemente com as balas de borracha, o que foi uma atitude covarde por parte da polícia. Teve até uma bomba, que não era de gás lacrimogêneo, que estourou perto de mim que estilhaçou para todo lado. Foi um absurdo ver professoras e professores de idade que estavam ali saírem correndo como se fossem marginais. Ai alguns começaram a revidar jogando qualquer coisa contra os policiais e o confronto se intensificou. A maioria que começou a jogar pedras não eram professores, mas estudantes universitários que apoiavam a greve. Na rua adjacente os policiais estavam mais exaltados atirando e trocando xingamentos com alguns manifestantes que começaram a jogar pedras. Os policiais correram em direção a estes e partiram para a agressão pura. Nesta hora, consegui ficar atrás dos policias junto com um cinegrafista da Bandeirantes, o qual estava perplexo e fez comentário assim pra mim: “ Esse Serra é um filhodaputa mesmo!”. Consegui filmar esse momento e também em seguida a prisão arbitrária e truculenta de um professor. Este além de algemado, recebeu socos e chutes dos policiais enquanto estava sentado no chão. Nessa hora eu estava tirando uma foto quando fui abordado de forma agressiva por um policial que chegou me empurrando, perguntando de onde eu era e mandou eu descer. E não deixou eu tirar fotos. Isso lembra muito uma ditadura e a cena da prisão deste professor e essa abordagem que eu recebi caracterizou bem isso. Também tirei foto de um policial que sacou a arma e se escondia atrás de uma árvore. Infelizmente a mídia, como sempre, deturpou novamente os fatos e reverberou e acatou somente a versão da polícia militar. Desde as outras manifestações a polícia mente sobre o número de manifestantes, pois na de hoje parecia ter umas 15 mil pessoas, mas a PM disse que eram apenas 3 mil. Na sexta-feira passada em frente ao Masp, eram no mínimo umas 40 mil e a PM disse que tinha apenas 8 mil. Nessa última manifestação, a PM fechou o espaço aéreo a maior parte do tempo, mas não sei se haveria muito interesse das emissoras em mostrar a multidão. Eu vi somente uma repórter do SBT que estava muito assustada e sua equipe também estava sofrendo com as bombas de gás. Do resto, só fotógrafos das principais agências e umas 3 jornalistas que pareciam umas “patricinhas” que também estavam assustadas com a violência da polícia, mas não viam problemas dessa em impedir a passagem dos manifestantes por uma rua. Por isso acharam que a culpa foi dos professores. Depois de chegar em casa, fui ver os telejornais e portais da internet, onde o que estava dominando a pauta das reportagens era o caso da Isabella Nardoni. Pude confirmar aquilo que eu sempre critico que é a manipulação das notícias na grande imprensa. O cinegrafista da Band filmou tudo, mas ele não edita as imagens e no jornal da noite não vi nada sobre a manifestação. Mesmo nos outros jornais a notícia foi rápida e mostrou como se nós fossemos os agressores. Nos portais e na TV disseram que os policiais “reagiram” e apenas e mostraram alguns professores feridos. Houve policiais também feridos, mas lá no meio eu vi muitos deles passando mal devido as próprias bombas de gás jogadas pelos outros colegas que estavam mais acima. A mídia, em geral, está apoiando Serra contra os docentes do estado. Boicotam a greve e dão pouco destaque as manifestações e ainda deturpam o sentido destas fazendo coro com o governo de que tudo é eleitoral. Garanto que se essa manifestação fosse na Venezuela de professores contra o Hugo Chávez, ai sim toda a imprensa iria repetir as imagens retratando os professores como vítimas de um regime ditatorial e a polícia truculenta. Mas como é o Serra, então não podem fazer muitas manchetes e reportagens negativas a seu respeito. É a mídia e o Serra trabalhando juntos para elegê-lo. No final, o governo não negociou e atrelou uma possível negociação somente com a paralisação da greve. Isso demonstrou o descaso do governo do PSDB com a educação. Faz 16 anos que estão no poder e não fizeram nada para melhorar não só o ensino, mas principalmente a situação das escolas e os baixos salários dos professores. É uma vergonha! Eles apenas investem bem nas propagandas mentirosas – essas sim eleitorais- do governo do estado de São Paulo. Também é lamentável a truculência da PM contra os professores, pois eles também recebem tão mal quanto nós. Na conversa informal com vários policiais que acompanharam a manifestação de forma pacifica semana passada e hoje, eles relatam a precariedade da situação deles. Muitos têm mais de um emprego para ter um salário mais digno no final do mês. Infelizmente a atitude da PM paulista é a repressão contra os mais fracos, ou seja, daqueles que não têm recursos pra se defender. Não tem nem um espaço na imprensa para fazer isso. É só ver como ambulantes, moradores de favelas e de terrenos ocupados, estudantes universitários e professores são tratados nas manifestações. É assim a política de negociação do (des)governo tucano com esses setores da sociedade paulista, ou seja, é na base da repressão.
Para finalizar deixo essa foto de uma professora depois da violência sofrida por ela e outros tantos que ali estavam somente reivindicando seus direitos e uma situação melhor de trabalho. Olhe bem para ela e verá que esse é o perfil da maioria do corpo docente estadual paulista. Será que ela representa uma ameaça a ordem pública? Parece ser uma “baderneira” ou vândala? Não, ela é uma professora, assim como todos nós, cansada de ser enganada e humilhada todos os dias quando enfrenta salas lotadas, sem condições de trabalho e no final receber uma mixaria. Como dizia o personagem - professor Raimundo - do Chico Anysio que naquela época já sabia: “ e o salário ó!” Abaixo os vídeos que fiz durante a manifestação:
Esse primeiro vídeo é o início da confusão:
Esse segundo vídeo são os policiais partindo violentamente para cima de alguns manifestantes:
Nesse terceiro vídeo mostra como é a ditadura do Serra contra seus opositores:
Depois dessa cena, esse professor foi obrigado a sentar no chão algemado e foi chutado e levou socos dos policiais numa atitude extremamente covarde por parte destes.
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O autoritarismo e violência de José Serra contra os professores