14.4.07

Estadão e Veja juntos?! Deus nos acuda!!

Acabo de receber a notícia de que o grupo do jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja vão se juntar e lançar kits promocionais para poder aumentar o número de leitores que há alguns anos vêm caindo. Isso é uma notícia um tanto assutadora, pois são os expoentes máximos do conservadorismo retrógrado e subserviente da mídia brasileira. Os dois veículos tem uma ligação estreita com os segmentos mais reacionários da elite brasileira, como a oligarquia rural e agremiações políticas de direita, em especial o PSDB. Posso ser meio suspeito pra falar disso, pois sempre fui e sou crítico ácido desse jornal e dessa revista, mas não se pode negar que os dois possuam essas conotações políticas. Além disso são propagadores do pensamento único no campo econômico e nas publicações não se lê nenhuma opinião divergente da corrente neo-liberal pró- imperialista. O que eu sempre fico desapontado com esses dois veículos de mídia é a falta de espaço pra pensamentos e correntes ideológicas diferentes dos donos desses veículos. A revista Veja é pior porque não deixa clara sua posição e sempre diz que é "favor do Brasil", o que é ridículo. Reconheço que o jornal Estadão é um pouco mais refinado em seus editoriais, mas assim como a Veja, nunca deixa de caracterizar a esquerda como idiotas e com chavões da época da guerra fria. Espero que essa união não produza episódios golpistas em que as aspirações ideológicas e políticas de seus donos passem por cima de um debate verdadeiramente democrático de opiniões divergentes.
Obs:
Para ler mais sobre essa triste união acesse: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=16271
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2 comentários:

Erich Vallim Vicente disse...

Beto, eu entendo as suas críticas contra a Veja e Estadão. Mas a distância entre eles fecharem uma parceria comercial e tentarem uma "ação golpista" ou algo do tipo, acho muito grande.

Um abraço!

Murillo disse...

"A favor do Brasil" também foram exército e igreja. O resultado de tudo isso já sabemos e temos marcado num dos períodos mas críticos entre essas duas instituições.

Atenção nunca é demais!