14.2.07

Quanto vale ou é por quilo?


Esse é o nome do excelente filme de Sérgio Bianchi. O filme é uma ótima produção nacional e diferencia-se dos demais por seu conteúdo crítico da sociedade brasileira. A desigualdade social e principalmente racial é mostrada no filme traçando um paralelo entre duas épocas: a época do fim da escravidão e os dias de hoje. Bianchi mostra que ainda hoje não se alterou muito as relações no trabalho entre brancos e negros no Brasil. Também expõe a farsa de algumas ONGs que fazem caridades para crianças pobres, mas ao mesmo tempo lucram muito em cima do apelo emocional veiculado na mídia. É só ver o quanto é arrecadado e o que é gasto com "despesas" de transporte, pessoal e é lógico seus polpudos "salários" e o quanto é destinado a programas sociais. O ridículo criança esperança da Rede Globo é um exemplo, pois se no Big Brother é oferecido 1 milhão para o vencedor e fora o que é arrecadado com as propagandas, e depois vêm o Renato Aragão fazer cara de dó porque o povão não esta colaborando o suficiente com as arrecadações. Enfim, o filme dá vazão para refletir com vários aspectos e realidades do nosso medíocre cotidiano e mostra o que nenhuma novela diz.
Obs: agradeço ao meu amigo Filipe (kiko) por emprestar o filme.◦
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2 comentários:

Murillo disse...

Não só mostra uma "nova forma de enxergar" as relações de trabalho como nos remete a questões que tiram o "maravilhoso" terceiro setor do posto de inatingível. Ótimo filme pra se pensar na diferença entre filantropia e pilantropia.

Fernando Cesar disse...

Ainda não assisti, mas pretendo. Minha curiosidade aumentou após todas estas qualidades a que estão se referindo.
Aproveito para declarar minha indignação com relação à falta de espaço que filmes desta natureza e do roteiro alternativo, têm numa cidade do porte de Piracicaba. Até quando estaremos nesta situação, que ao meu ver, beira à mediocridade?